Santa Teresa dos Andes e o Apostolado

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“Quero que vivas sempre com Deus no fundo de tua alma… Tens de possuir a Deus para dá-lo às almas (Cta. 160)

“Aqueles que se dedicam ao apostolado “precisam ter muita vida interior para que sua obra produza fruto, pois têm de dar Deus às almas e ficarem eles com Deus, do contrário, não têm nada para dar” (Cta. 46)

“Pelo apostolado e a oração se salvam as almas… Isto necessita uma grande união com o Redentor, pois salvar almas é dar-lhes Jesus, e quem não o possuir não o pode dar (Cta. 130)

“Minha vida será a do céu. Viverei já só para Deus, em Deus e por Deus, sem mistura de criatura alguma. Minha ocupação será rezar pelo mundo, salvar as almas pela oração” (Cta 82)

“É fome, é sede insaciável a que sinto de que as almas busquem a Deus (Cta 104)

“Ocupemo-nos do próximo, em servi-lo, ainda que nos cause repugnância fazê-lo. Dessa maneira conseguiremos que o trono de nosso coração seja ocupado por seu Dono, por Deus Nosso Criador” (Diário 16)

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A Mãe de Cristo nos ensina a ser filhos da Igreja

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Devemos recordar a importância que Maria Santíssima tem no mistério da redenção humana. O sim de Maria é também o nosso sim, quando diante do anjo Gabriel a Virgem Maria disse: “faça-se segundo a vossa Palavra”. Disse em nome de toda a humanidade. Por isso, Maria não é apenas Mãe de Cristo, mas Mãe de toda a humanidade redimida.

Maria pode nos ensinar porque é mestra. Ele foi a primeira discípula de seu Filho Jesus Cristo. Ela meditava todas as palavras e acontecimentos e guardava em seu coração. Maria é mestra da oração contemplativa.

Maria acalentou a Igreja nascente, estando junta com os apóstolos após a ressurreição. Por isso, há uma ligação muito estreita entre Maria e a Igreja. A Igreja prolonga hoje o sim de Maria pelo sim de cada novo batizado. Cada batizado que recebe pelas águas do batismo a vida nova da graça de Deus é devedor a Nossa Senhora que pelo seu sim abriu-nos as portas das torrentes de graças de Deus.

A Virgem Maria ensina-nos a amar a Igreja, como se ama uma mãe. Pois a Igreja também é nossa mãe. É dela que recebemos a fé que professamos. É da Igreja que recebemos os sacramentos. É ela quem nos dá a Eucaristia e o perdão de nossas faltas por meio do Sacramento da Reconciliação.

A Igreja como mãe cuida dos seus filhos com carinho materno, mas também exorta e orienta para não nos afastarmos dos caminhos de Deus. A Igreja como mãe quer ver seus filhos crescer na santidade, do amor mútuo, na partilha, na solidariedade.

Dez conselhos de Santa Teresa para a vida espiritual

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  1. Descubra a sua interioridade

 

  1. Cante as misericórdias de Deus em sua vida (V 14,10)

 

  1. Cultive um relacionamento de amizade com Cristo

 

  1. Cultive amizade com os amigos de Deus

 

  1. Cultive as virtudes (amor, desapego e a humildade)

 

  1. Leia bons livros

 

  1. Destine para Deus o seu pensamento

 

  1. Engulosine as almas de tão grande bem

 

  1. Sirva com amor e alegria

 

  1. Valorize o que é eterno e, que, portanto, permanece

 

 

Pessoas orantes

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Muito mais do que “fazer oração” Deus nos quer “pessoas orantes”. Por isso nossa oração deve ultrapassar o tempo que a ela dedicamos concretamente para contagiar toda a nossa vida.

Como seres humanos que somos, estamos limitados ao tempo e ao espaço, por isso, como comunidade cristã, precisamos estabelecer um tempo e um espaço concreto para rezarmos, porém, nossa oração deve se prolongar durante todo o nosso dia.

Quem verdadeiramente ama em tudo o que faz e em todos os lugares lembra-se da pessoa amada, dizia Santa Teresa. E Santa Teresa dos Andes dizia a respeito de sua vida: “minha vida é uma oração contínua”. Esse ideal de quem vive constantemente na presença de Deus é o ideal dos Seculares Contemplativos.

Somente o ramo que permanece unido à videira é capaz de dar frutos, assim também nós se não permanecemos unidos a Cristo não poderemos dar frutos (Jo 15,4). É insensatez nossa pensar que os frutos provenham do nosso esforço humano. É Deus quem torna fecundo o nosso ministério e o nosso trabalho. Esse é um ato de fé que precisamos cultivar em nossos corações.

Permanecer ligados a Jesus para receber a seiva que circula no seu Corpo Místico que é a Igreja. Como o apóstolo Paulo podemos dizer: “eu plantei, Apolo regou, mas quem fez crescer é Deus” (1Cor 3,6). É preciso crer no primado da graça, sem isentar-nos do nosso compromisso de acolher e corresponder a graça recebida.

 

Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós

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Qual é o fundamento de toda a vida espiritual e cristã? O apóstolo Paulo, com uma clareza ímpar, nos ensina: “Ninguém pode colocar um fundamento diferente daquele que já foi posto: Jesus Cristo” (1Cor 3,11). O fundamento é Jesus Cristo com sua vida, doutrina e missão. Nosso fundamento não é um conjunto de verdades que professamos, mas uma pessoa com a qual nos relacionamos.

No início do ser cristão está o encontro com Jesus Cristo, não é qualquer encontro, é um encontro decisivo, que dá um novo sentido à vida e um novo horizonte. Acontece uma verdadeira metanóia, transformação ontológica, pois envolve todo o ser.

Não há como progredirmos na vida espiritual sem compreendermos que a espiritualidade é uma relação entre duas pessoas: Deus e nós. Deus não é um conceito que eu apreendo com meu estudo e com meu intelecto, Deus é um Tu com o qual me relaciono. Como todo e qualquer relacionamento também o relacionamento com Deus tem suas exigências. Uma delas é a exigência da presença.

Nesse caso, a presença é estar com Aquele que meu coração ama, com Aquele no qual meu coração e minha carne se alegram, no Deus vivo (Sl 84,3).

A oração é esse encontro entre dois seres que se amam e que se desejam. Pois como diz São João da Cruz: “Se é verdade que o homem procura a Deus é bem mais verdade que Deus procura o homem”. Não sou eu que apenas desejo estar com Deus, mas Deus que também deseja estar comigo. Por isso, Santo Agostinho define a oração como “o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede dele”.

Para Teresa de Jesus a oração é uma questão de amor, por isso sugere: “a oração não consiste em pensar muito, mas em amar muito”. Por isso, “tudo que ajuda a amar, isso fazei”.

O evangelista João utiliza um verbo muito singular para explicar que tipo de presença é essa. O verbo empregado por João é “permanecer”. Jesus diz: “permanecei em mim, como eu em vós” (Jo15,4).

Estar inteiramente unido a Ele, como Ele está inteiramente unido a nós. São duas realidades que precisamos tomar consciência: nós estamos em Deus e Deus está em nós.

Duas imagens nos ajudam a adentrar nesse mistério: o castelo interior, que lembra a dimensão que somos habitados por Deus e o oceano de amor, que me recorda que sou uma pequena gota d´agua emersa no oceano da misericórdia de Deus.

Assim, o Secular Contemplativa, ao mesmo tempo que adentra ao castelo interior, descobre-se imerso no amor de Deus.

O Cotidiano de Maria de Nazaré

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O livro “O Cotidiano de Maria de Nazaré” pertence ao gênero das obras literárias que deveriam ser lidas de “joelho no chão”, pois conduzi-nos a meditar e a representar em nossa imaginação como seria a vida de uma jovem judia, em um pequeno povoado da Galiléia, nos primeiros séculos da era cristã. Espantamos-nos quando tomamos consciência de que Maria levou uma vida igual à de nossas mães, preocupada com a lida da casa e com o bem estar dos membros de sua família. De fato, a Mãe de Jesus viveu como vive a maioria do povo. Ela partilhou as humildes condições de vida de milhões e milhões de dona-de-casa.

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Cartar as misericórdias do Senhor

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Nesse domingo da Festa da Misericórdia oferecemos ao nosso leitor algumas citações de Santa Teresa de Jesus a respeito desse tema extraído do Livro da Vida

“Isto manifesta ainda mais quem sois Vós, Esposo meu, e quem sou eu. Pois é verdade que muitas vezes o sentimento de minhas grandes culpas é temperado pelo contentamento que me dá a compreensão da multiplicidade das Vossas Misericórdias” (V 4,3).

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  Aleluia! Jesus Cristo ressuscitou! Aleluia!

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Estimados irmãos e irmãs contemplativos

Aleluia! Jesus Cristo ressuscitou! Aleluia!

                       Ao aproximar-nos do Mistério Pascal sentimo-nos como diante de uma imensa fonte com água abundante e cristalina. Não nos é possível beber toda essa água, a fonte é maior e o recipiente que trazermos é muito limitado. O que podemos absorver desse mistério é muito limitado, mas o suficiente para sentir-nos “transbordar” de alegria e de paz. Se permanecermos constantemente diante dessa fonte, poderemos saciar-nos a cada momento, por isso, como peregrinos que alcançaram a sua meta, detenhamo-nos nesse Mistério, não tenhamos receio de aqui fincar nossas tendas, pois é nessa fonte que toda a criação é redimida e renovada.

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Olhar de Misericórdia

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Por meio do olhar somos capazes de transmitir muitos dos nossos sentimentos, por meio do olhar podemos sentir se a outra pessoa está nos acolhendo ou desprezando, por meio do olhar expresso a minha simpatia ou antipatia a respeito de alguém.

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Testemunho credível da vivência da fé

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A vida do Secular Contemplativo aponta para Jesus, pois Ele é o caminho no qual encontramos a verdade e a vida.

Como dizia o Papa Paulo VI na Exortação Evangelii Nuntiandi: “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas” (EN 41). O que os nossos contemporâneos esperam de nós é um testemunho credível da vivencia de nossa fé.

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