O que é um retiro espiritual?

las batuecas 189

O que é um retiro? O retiro é, ao mesmo tempo, um momento de busca e de encontro. Ensina-nos Santo Agostinho: “Fizeste-nos Senhor para Ti e inquieto está o nosso coração enquanto não repousarem Ti”.

O mesmo Agostinho nos instrui: “Buscou? Então já encontrou. Não se esqueça de que encontrar consiste em buscar”. No desejo já temos, em parte, a posse do objeto almejado.

O retiro é um momento de distanciar-se para aproximar-se. No retiro nos distanciamos fisicamente de nossa vida cotidiana. Esse distanciamento não é fuga da realidade, mas uma tentativa de ampliar o nosso campo de visão.

O retiro é um tempo propício para o recolhimento interior. Recolher-se é centrar os sentidos naquilo que há no íntimo de nós. O retiro nos ajuda a superar a fragmentação em que vivemos e a buscar o sentido unitário da vida que só poderá ser encontrado em Deus.

O retiro é uma ocasião profunda de conversão. Nele temos a oportunidade de repensar sobre a nossa vida, sobre a nossa vocação. E o momento de recordar o primeiro amor e trazer presente aquela experiência fundante que originou o nosso seguimento a Jesus Cristo.

No retiro é imprescindível o silêncio. O silêncio não é um condicionamento para Deus falar, mas sim, uma condição para podermos escutar a voz de Deus. É o silêncio que nos permite entrar em sintonia com Deus.

A dificuldade em estar sozinho e fazer silêncio pode estar indicando a dificuldade que temos em nos relacionar conosco mesmos. Quando fazemos silêncio temos a oportunidade de entrar em contato com as camadas mais profundas da nossa psique humana,

O silêncio nos permite descer ao porão do nosso inconsciente e verificar quantos entulhos guardamos durante a nossa vida.

O silêncio nos permite acolher todas as coisas com um olhar contemplativo, não nos detendo nas aparências mas buscando sempre sua essência.

Tomemos como modelo de silêncio a São José. Ele passa pelo Evangelho sem dizer uma palavra sequer. Porém, busca em tudo concretizar a vontade de Deus. São José é o grande exemplo de contemplativo, pois no seu silencio de uma vida simples busca em tudo fazer o que Deus lhe pede.

O silencio nos abre para acolher a presença divina, que como dizia Santa Teresa: “Ele é presença constante e se comunica a nós”.

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